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Autorizações para queima controlada são suspensas devido emergência ambiental no Acre

Suspensão vale por 180 dias, acompanhando o decreto de emergência Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre Fazendeiros, agricultores ou empresas não podem mais soli...

Autorizações para queima controlada são suspensas devido emergência ambiental no Acre
Autorizações para queima controlada são suspensas devido emergência ambiental no Acre (Foto: Reprodução)

Suspensão vale por 180 dias, acompanhando o decreto de emergência Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre Fazendeiros, agricultores ou empresas não podem mais solicitar a autorização para queima controlada no Acre. A medida consta em uma portaria do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial do Estado (DOE) O documento justifica a decisão pelo cenário de seca extrema no estado, com situação de emergência decretada pelo governo do Acre no começo de agosto. O governo federal reconheceu a emergência em 20 de agosto. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o Imac explicou que a validade da suspensão segue o mesmo período do decreto, de 180 dias. Com isso, as autorizações só poderão voltar a ser solicitadas a partir de 30 de janeiro de 2027. Segundo o Imac, a decisão considera ainda a redução dos índices de chuva e dos volumes dos rios, o aumento das temperaturas e a diminuição da umidade relativa do ar. De acordo com o órgão, essas condições podem favorecer a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Acre está em situação de emergência por causa da seca; medida é para amenizar efeitos da estiagem LEIA MAIS: Acre teve média de 3 meses sob calor extremo em 2024, revela levantamento; confira lista Área queimada no Acre tem 4ª maior queda do país em relação à média histórica Acre tem alta de mais de 760% nos focos de queimadas em agosto, aponta Inpe A portaria cita ainda a necessidade de minimizar os impactos ambientais provocados pelo período de seca e pelo calor excessivo, além de proteger os ecossistemas, a qualidade do ar e a saúde da população. O descumprimento da medida poder ser considerado infração ambiental. Somente no primeiro dia de setembro, houve 10 focos de queimada segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, o Acre chegou a 594 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 1º de setembro. Ainda conforme o Inpe, em agosto, o estado registrou 487 focos ativos, segundo o Inpe, número cerca de 769,6% maior que o registrado em julho, quando foram contabilizados 56 focos. O cenário de estiagem, aumenta o risco de propagação do fogo e dificulta o controle de incêndios florestais. Contudo, conforme a portaria é previsto que as situações consideradas excepcionais possam ser analisadas pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente e Florestas (Cemaf) e pelo Grupo Operacional de Comando e Controle, criado pelo governo do estado acreano. 🌡️☀️ Decreto ambiental O governo do Acre decretou situação de emergência no último dia 3 de agosto, devido ao cenário de extrema seca e à possibilidade de desabastecimento hídrico no estado. Posteriormente, em 20 de agosto, o governo federal reconheceu a situação de emergência nos 22 municípios do Acre. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Portaria nº 2.659, de 19 de agosto, assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros. Com o reconhecimento federal, os municípios podem apresentar planos de ação e solicitar recursos federais. Todos os municípios acreanos estão incluídos no reconhecimento: Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro e Porto Acre. Além disso, ainda seguem na lista Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri, localizados no interior do estado. A ocorrência foi classificada como seca, conforme o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade). VÍDEOS: g1

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